Santo André, * *
Por: Viviane Barbosa, da Redação do Sindserv Santo André
Publicação: 19/10/2026
card divulgação
A realidade de quem acolhe as famílias nos momentos mais difíceis da vida foi o tema do último episódio do Podcast do Sindserv Santo André. O representante legal da entidade, Durval Ludovico Silva, conversou com Eduardo Cestari, agenciador de serviços funerários há quase 19 anos na cidade.
No programa, o trabalhador explicou a rotina do atendimento 24 horas e destacou a principal reivindicação da categoria: a reclassificação salarial da classe 8 para a classe 10, luta que conta com o total apoio do Sindicato.
Carga emocional e rotina sem pausas
O agenciador de serviços funerários é quem faz o primeiro atendimento às famílias que perderam um parente, cuidando de registros e da contratação da despedida.
"Os familiares chegam muito abalados. A gente carrega um peso psicológico grande para acalmar as pessoas e orientar tudo certinho. Não dá para errar nada no registro para não prejudicar os parentes no cartório depois", relatou Eduardo.
Ele lembrou que a autarquia funciona sem parar e citou o pico da pandemia de Covid-19, em 2021. Enquanto a média mensal em Santo André ficava entre 450 e 500 óbitos, a equipe chegou a quase 1.400 atendimentos em um único mês, com risco de contaminação e sobrecarga contínua.
Reclassificação da 8 para a 10: valorização já!
Mesmo com a responsabilidade e o aprendizado constante construído pelos próprios trabalhadores, a categoria sofre com a defasagem salarial.
Eduardo pontuou que o Serviço Funerário tem arrecadação própria e superávit, o que torna o impacto financeiro plenamente viável no orçamento:
"A gente se sente desvalorizado. Não somos vendedores, somos servidores prestando um serviço essencial com respeito. Dá para atender o nosso pedido e também valorizar paramentadores, motoristas e encarregados", cobrou.
As constantes trocas de comando na autarquia têm travado as conversas, mas a categoria segue cobrando abertura de negociação efetiva.
"Direito não cai do céu": união faz a força
As mobilizações e cobranças na Câmara contam com a assessoria direta da diretoria do Sindserv. Eduardo fez questão de frisar que o avanço depende da participação de cada um na base:
"O Sindicato dá o rumo e a experiência, mas o servidor tem que se mexer junto. Não adianta cruzar os braços e esperar cair do céu", afirmou.
Durval Ludovico reforçou o chamado à categoria:
"Direito não cai do céu, exige união e persistência. O trabalho funerário é indispensável para o município e merece respeito no contracheque", concluiu Durval.
Assista ao episódio completo:
O bate-papo já está disponível no canal do Sindserv Santo André no YouTube e nas plataformas de áudio. Assista, comente e compartilhe com seus colegas
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