Santo André, * *

Sindserv Santo André aguarda resposta da Prefeitura e realiza assembleia no dia 28
A retomada do diálogo só aconteceu após o Sindicato e os servidores realizarem três atos públicos e paralisações que reuniram mais de mil trabalhadores.

Por: Viviane Barbosa, da Redação do Sindserv Santo André
Publicação: 25/04/2022

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card Assembleia no dia 28 de abril

Santo André |  O Sindserv Santo André solicitou à Prefeitura que apresente até quinta-feira, dia (28), uma contraproposta de reposição da defasagem salarial da categoria.

Nesta data, os servidores andreenses farão três atividades no Paço Municipal: a partir das 15h30  ato público; às 16h30, diretores do Sindicato falarão na Tribuna Livre da Câmara Municipal e pedirão apoio dos vereadores e, logo após, às 18h30, acontecerá assembleia para deliberar os próximos passos do movimento.

Esses encaminhamentos foram aprovados pelos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da assembleia híbrida (online e presencial) do Sindserv Santo André, na última quinta-feira, dia (19), na sede da entidade.

Um dos pontos debatidos nessa assembleia foi a reabertura da mesa de negociação da Campanha Salarial entre o Sindicato e o governo Paulo Serra, que aconteceu no dia (14).

A retomada do diálogo só aconteceu após o Sindicato e os servidores realizarem três atos públicos e paralisações que reuniram mais de mil trabalhadores. Na última paralisação, realizada no dia 12/4, o Sindicato informou que o Paço havia agendado reunião. 

No encontro, a Prefeitura sinalizou apresentar uma contraproposta para recompor a perda salarial da categoria, que ficou dois anos sem reajuste salarial por causa da vigência da nefasta Lei Complementar 173/2020 de Bolsonaro que congelou os reajustes nos salários e biênios dos servidores públicos até 31 de dezembro de 2021.  

“Protocolamos ofício para a Administração solicitando que essa resposta seja feita por escrito para que possamos lê-la na assembleia do dia 28 de abril”, informa o Representante Legal do Sindicato, Durval Ludovico Silva, que explicou que o Executivo pode editar uma Lei Complementar com um índice maior para os servidores.

Em assembleia, os servidores andreenses disseram que caso a Prefeitura não formalize uma contraproposta de reposição salarial por escrito no prazo estipulado, a assembleia do dia (28) poderá aprovar greve geral nas repartições públicas de Santo André. "Esperamos que a Prefeitura cumpra a sua parte e nos apresente essa contraproposta", reforça o diretor do Sindicato, o professor Rodrigo Gomes.

Reposição dos dias parados 

Na reunião entre o Sindicato e a Administração ficou acordado que os servidores que participaram das paralisações e dos atos públicos nos dias 10 e 31 de março e 12 de abril poderão fazer a reposição.

Entenda a luta pela reposição salarial dos servidores andreenses

A luta  por um reajuste decente que reponha a defasagem salarial dos servidores andreenses iniciou no ano passado. O Sindserv Santo André enviou pedidos para abertura de negociação, realizou protestos no Paço, assembleias e falas na Tribuna Livre para sensibilizar os vereadores e a Prefeitura a abrirem a negociação da Campanha Salarial. Em janeiro, o Sindicato enviou um novo ofício para a Administração e a negociação começou em março.

Nas primeiras rodadas de negociações, o governo Paulo Serra ofereceu 0% de reajuste. O Sindicato rejeitou. A Administração propôs 1% e depois  2% em duas vezes. A Direção do Sindserv considerou essa proposta absurda e a rejeitou na mesa de negociação.

Após forte pressão do Sindserv, a Administração subiu para 6% e por último 7,12%, no entanto, nada de pagar à vista, somente parcelado: 3% em maio e 4% em setembro. Outro item econômico negociado pelo Sindicato foi o reajuste no valor da cesta básica, que passaria de R$ 110 para R$ 230. A Prefeitura concordou em pagar, mas somente em setembro. 

O parcelamento do reajuste salarial e a demora para pagá-lo deixaram indignados os servidores que  reprovaram essa proposta da Administração em assembleia e aprovaram o estado de greve. No entanto, o prefeito encaminhou seu Projeto de Lei Complementar do acordo coletivo de trabalho para a Câmara Municipal sobre o índice de 7,12% (parcelado em duas vezes) que foi aprovado pela maioria dos vereadores. 





 




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