Santo André, * *

Contra PEC-32: Servidores andreenses vão parar no dia 18 de agosto
A categoria aprovou em assembleia participação no Dia Nacional de Luta contra Reforma Administrativa. Nesta data, acontecerá ato, às 10h, no Paço Municipal

Por: Viviane Barbosa, Redação do Sindserv Santo André
Publicação: 10/08/2021

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Assembleia virtual do Sindserv Santo André realizada na segunda-feira (9)

Os servidores de Santo André também irão se somar ao Dia Nacional de Mobilizações rumo à Greve Geral dos Servidores Públicos, no dia 18 de agosto, contra a nefasta Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, a Reforma Administrativa de Bolsonaro/Guedes.

O movimento é organizado pela CUT e pelo Fórum das Centrais Sindicais, que conta com adesão dos sindicatos e federações de servidores públicos municipais, estaduais e federal de todo o país, que estão unidos para combater essa PEC 32, mais um ataque do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) à classe trabalhadora e ao povo.

 Depois do recesso parlamentar, que acabou no dia 1º de agosto, a PEC volta a ser analisada por uma comissão especial da Câmara. 

Os servidores andreenses aprovaram adesão à paralisação em assembleia virtual realizada pelo Sindserv Santo André na noite de segunda-feira (9).

Durante assembleia,os dirigentes do Sindicato, Mirvane, Daisy, Rodrigo e Denilson, alertaram  aos servidores sobre os impactos nefastos da PEC-32, que não só destrói as carreiras dos trabalhadores como destrói o serviço público em si, afetando toda a população, em especial a mais pobre, que depende dos serviços públicos.

"A reforma acaba com a estabilidade dos trabalhadores e trabalhadoras do setor, amplia a possibilidade de contratação em cargos comissionados e abre caminho para a prestação de serviços pela iniciativa privada em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e saneamento, que deveriam ser prestados pelo Estado", destacaram as lideranças do Sindserv Santo André.

No final da assembleia, os servidores andreenses aprovaram que irão realizar no dia (18) ato público, às 10h, em frente ao Paço Municipal. 


Não à PEC 32

•    Acaba com concursos para o setor público: menos servidores significa serviços mais precarizados;
 
•    Acaba com estabilidade de servidores: trabalhadores podem ser perseguidos e demitidos abrindo espaço para contratação de cargos que atendem ao interesse de um governante e não da sociedade;
 
•    Transfere atividades públicas para a iniciativa privada: serviços públicos básicos como a saúde ficarão nas mãos da iniciativa privada, com custos repassados à população, cuja maioria, não pode pagar;
 
•    Dá poderes ao presidente da República para reorganizar o funcionamento do Estado: sem discussão com a sociedade ou com o Congresso, o chefe do Executivo poderá interferir na organização dos serviços públicos;
 
•    Não combate altos salários: a PEC 32 não mexe com os chamados cargos de Estado – militares, juízes, desembargadores, diplomatas, que são os mais altos salários. A maioria dos servidores ganha, em média, R$ 3.816,00. No serviço municipal, o rendimento é menor ainda. Cerca de 75% ganham até R$ 3.381,00.

 



 




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