Santo André, * *

#SemVacinaSemRetorno Professores e trabalhadores da Educação defendem vacinação antes do início do debate de retorno às aulas
Esse foi um dos encaminhamentos da reunião on-line ampliada do Sindserv Santo André realizada na noite de terça-feira (27). Confira as demais propostas debatidas pelos profissionais

Por: Viviane Barbosa, Redação do Sindserv Santo André
Publicação: 28/01/2021

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Reunião ampliada do Sindserv Santo André

Trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Santo André só concordam com o início da discussão da retomada das aulas na rede de ensino público em 1º de março, somente com toda a comunidade escolar vacinada e todos os protocolos e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) disponíveis para todos. Os educadores não descartam a possibilidade de uma paralisação nesta data, caso o retorno seja obrigatório e sem vacinação.

Esses foram os principais encaminhamentos da reunião ampliada on-line realizada pelo Sindserv Santo André, na noite de quarta-feira (27), que reuniu 100 professores, merendeiras, lactaristas, inspetores, ADIS, servidores operacionais e demais trabalhadores (as) da Educação andreense.

Durante a reunião, muitos profissionais relataram a preocupação em primeiro lugar com a preservação da vida dos pais, alunos e profissionais, não há pesquisas sobre os impactos da transmissão da COVID-19 em crianças – além do medo e insegurança em retornar ao ambiente escolar sem a vacina diante da pandemia de COVID-19, que ceifou a vida de 4.054 pessoas na região do Grande ABC e 117.349 mil  já tiveram ou têm o novo coronavírus.

Outro dado preocupante é que o Brasil registrou a marca de mais de 217 mil mortes de brasileiros por COVID-19 e segue na vice-liderança mundial, atrás dos EUA e Índia. O país é o terceiro do mundo, em casos confirmados da doença, depois de EUA e Índia. A cada seis minutos, uma pessoa morre de covid-19 nos hospitais do estado de São Paulo.

Os educadores alertaram que têm unidades escolares, que não possuem ventilação necessária e nem condições sanitárias para coibir a proliferação do novo coronavírus. Também defenderam a manutenção do trabalho remoto, que estão realizando desde o ano passado, mas cobram da Prefeitura os instrumentos e condições de trabalho adequadas, para seu pleno funcionamento, até que toda comunidade escolar seja vacinada.


Da esquerda para direita: Os diretores do Sindserv Santo André, Amauri Francica, Professor Rodrigo Gomes, Professora Daisy Dias e a presidente do Sinpro-ABC, Edilene Arjoni Moda.

Sindicato e 43 entidades pedem reunião com Consórcio Intermunicipal do Grande ABC

A reunião ampliada foi conduzida pelas diretoras do Sindserv Santo André, as professoras Daisy Dias e Mirvane Dias, e pelo diretor o Professor Rodrigo Gomes. Os dirigentes falaram da reunião com a Secretária de Educação, Professora Cleide Bochixio, que afirmou que o retorno às aulas em Santo André atingirá neste primeiro momento 30% dos professores e alunos.

“Informamos sobre a nossa pesquisa com quase mil trabalhadores da Educação, na qual 96,6% não concordam em retornar sem antes tomarem a vacina. Também cobramos que os profissionais sejam ouvidos antes em qualquer tomada de decisões e cobramos testagem e EPIS para os servidores operacionais que estão indo diariamente para as escolas e também que garantam as condições de trabalho remoto para os professores, que não pararam na pandemia”, disse a professora Daisy Dias.

O professor, Rodrigo Gomes, falou do documento do Sindserv Santo André e de mais 43 entidades da sociedade civil organizada da região do Grande ABC que foi protocolado junto ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, no dia 27. "Reforçamos o pedido de reunião em caráter de urgência para debater como ficará a situação do ensino remoto, calendário de vacinação, adequação dos ambientes escolares e o retorno às aulas presenciais", explica.

 

Conscientização da população

No final da reunião on-line ampliada, a professora Daisy Dias sistematizou as propostas debatidas pelos profissionais, que em todo momento, reforçaram a preocupação com a preservação da vida de todos, e destacaram que é importante a população andreense apoiar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação.

As propostas apresentadas foram:

Realização de uma Assembleia com todos os trabalhadores e trabalhadoras da Educação para deliberar uma possível Greve Sanitária no dia 1º de março, caso seja obrigatório o retorno sem vacinação;

Garantir EPIS aos professores, adis, merendeiras e demais trabalhadores e trabalhadoras da Educação que estão trabalhando diante da pandemia de COVID-19;

Ensino Remoto:  qual o respaldo e esclarecimento sobre isso da Secretaria de Educação;

Carta-Aberta/Manifesto do Sindserv Santo André para conscientizar a população sobre a importância de defender a vida, vacina e a saúde de todos;

Participar de ações do Comitê em Defesa da Vida na região do grande ABC;

Indicativo de carreata e panfletagem para protestar contra o retorno das aulas presenciais, sem vacina.




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