Santo André, * *

Educadores da EJA manifestam preocupação com proposta de “novo calendário” letivo para alunos
O movimento alerta que tais determinações foram  impostas de maneira autoritária, sem diálogo prévio com a comunidade no município.

Por: Viviane Barbosa, Redação Sindserv Santo André
Publicação: 16/06/2020

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O Sindserv Santo André recebeu uma denúncia de educadores e educadoras do EJA de que o Departamento de Educação de Jovens e Adultos (DEJA) da Secretaria Municipal de Educação de Santo André encaminhou às escolas um novo calendário letivo até o final de 2020.

Segundo o movimento,  o novo calendário materializa condições bastante adversas para o público da EJA na cidade, por exemplo, informa que o encerramento do primeiro semestre letivo em 7 de agosto e o início do segundo semestre letivo será em 10 de agosto (com término previsto para 21 de dezembro).

Também cita que as atividades remotas oferecidas, aos estudantes, neste período de isolamento social, garantirão as horas letivas mínimas para o encerramento dos semestres e, por fim, sinaliza de forma objetiva de que essas atividades (feitas à distância) poderão ser computadas como instrumento concreto de avaliação dos estudantes neste contexto da pandemia. 

O movimento alerta que tais determinações foram  impostas de maneira autoritária, sem diálogo prévio com a comunidade da EJA no município e, por isso, comprometem, de forma inequívoca, o direito à educação de parcela expressiva dos estudantes da cidade. 

Os educadores também ressaltam que inúmeras entidades têm problematizado os incalculáveis prejuízos causados pela educação remota aos alunos da rede pública, sobretudo, no que diz respeito à Educação Básica. 

“No caso específico da EJA, esses prejuízos tornam-se ainda mais dramáticos. Sem consulta democrática aos professores e estudantes sobre a reorganização dos semestres letivos na EJA, o novo calendário apresentado pela Secretaria de Educação, revela, no mínimo, profunda insensibilidade quanto aos dilemas vivenciados por professores e estudantes neste último período”, frisa documento do movimento.

Os educadoras da EJA salientam que permanecerão atentos às discussões sobre o tema e às eventuais judicializações que envolvam a questão nas diversas esferas municipais e estaduais por todo o país.

O Sindserv Santo André, mais uma vez, reforça o apoio à  luta em defesa da garantia do direito à educação nas redes públicas de ensino. 
 


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